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Creas planeja ações de combate a violência contra a mulher com auxilio da rede de apoio

Projeto Estamos Juntas tem como objetivo aproximar as mulheres aos serviços oferecidos pelas redes de apoio dedicadas a elas

7 de junho, 8h00min

Larissa Santos
Rede de apoio planeja ações de combate a violência contra a mulher
Rede de apoio planeja ações de combate a violência contra a mulher

Repensar, discutir, planejar e qualificar o serviço de atendimento às mulheres vítimas de violência psicológica e física pautou o encontro do projeto Estamos Juntas nesta quarta-feira, dia 5 de junho, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), no Bairro Canabarro. Desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social e Habitação de Teutônia, através do Creas, o projeto tem como objetivo aproximar as mulheres aos serviços oferecidos pelas redes de apoio dedicadas a elas.
Representantes do Creas, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Conselho Municipal da Mulher, do Hospital Ouro Branco, do Coletivo Tônias e Vigilância Epidemiológica debateram, inicialmente, questões relacionadas ao machismo enraizado na sociedade bem como os estereótipos associados às mulheres. Na oportunidade, houve troca de informações sobre como as mulheres vítimas de violência chegam em cada serviço e como poderia ser feito um atendimento mais qualificado e humanizado entre a rede.
Ainda, foram planejadas ações de conscientização sobre a violência contra a mulher, ampliando a discussão para diversos âmbitos da sociedade, atingindo tanto mulheres, quanto homens e adolescentes. As ideias serão avaliadas pela rede e deverão ser executadas, assim que possível, durante o ano.
De acordo com a assistente social Leila Rodrigues Ponciano, a iniciativa de juntar todos os serviços que atendem mulheres vítimas de violência doméstica, surgiu como forma de padronizar o atendimento. “Buscamos aprimorar o serviço, de forma que, todos que atendem as mulheres vítimas de violência, tenham a mesma linguagem, objetivo e se comuniquem entre si, obtendo assim uma qualificação da rede para acolher e auxiliar essas pessoas”, salienta.
Para a coordenadora do Creas, Tainá Kovalski, é preciso falar sobre este assunto com todas as pessoas, pois violência doméstica não é somente o problema das mulheres, mas de toda sociedade. “Quanto mais pessoas estiverem envolvidas, maior será o número de mulheres alcançadas. Com informação, o número de violência tende a diminuir”, observa.

CRÉDITOS DO TEXTO: Larissa Santos