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Oficinas de elaboração de projetos, captação de recursos e gestão abrem programação do 1º Fórum Estadual de Bandas, Corais e Orquestras

Programação conta com painéis, palestras e oficinas e ocorre no Colégio Teutônia. Organização conjunta é do Conselho Estadual de Cultura e da Secretaria de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Teutônia

13 de abril, 18h30min

Édson Luís Schaeffer
Oficinas, dentre elas a ministrada por Marco Aurélio Alves, abriram programação do 1º Fórum Estadual de Bandas, Corais e Orquestras
Oficinas, dentre elas a ministrada por Marco Aurélio Alves, abriram programação do 1º Fórum Estadual de Bandas, Corais e Orquestras

Iniciou na tarde deste sábado, dia 13 de abril, a programação do 1º Fórum Estadual de Bandas, Corais e Orquestras junto ao Colégio Teutônia, em Teutônia, evento que evidencia a riqueza cultural do município e do Estado, em especial a musicalidade. O evento, que segue até este domingo, dia 14, é uma organização conjunta da Secretaria Municipal de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer e do Conselho Estadual de Cultura.
As primeiras atividades já ocorreram durante a tarde de sábado, com oficinas voltadas à elaboração de projetos, captação de recursos e gestão. A primeira oficina – “Elaboração de projetos e captação de recursos” – foi ministrada pelo conselheiro estadual Moreno Brasil Barrios e pelo presidente do Conselho Estadual de Cultura, Marco Aurélio Alves.
Barrios e Alves ressaltaram que as entidades, independente de serem corais, orquestras ou bandas, dispõem de diversas fontes de recursos para o financiamento de projetos artístico-culturais, isto é, não é necessário só pleitear recursos junto às prefeituras. “Temos a Lei Rounet em âmbito federal, a Lei de Incentivo à Cultura em âmbito estadual, além de diversos fundos que lançam editais. Também temos vários financiamentos na área privada, como a Oi, a Fundação Boticário, entre outros, para corais, orquestras e bandas participarem. É preciso estar atento quando os editais são lançados”, frisou Alves.
Os palestrantes deixaram claro que, para pleitear recursos, é necessário que as entidades tenham um projeto objetivo e bem estruturado. “É possível deixar um esqueleto, a base do projeto pronta. Assim é só ir adaptando conforme as prioridades e necessidades de cada edital, pois já se tem um ponto de partida”, enalteceram.

Foto: Édson Luís Schaeffer
Moreno Brasil Barrios

A segunda oficina – “Gestão de bandas, corais e orquestras” – foi ministrada pela conselheira Gisele Pereira Meyer. Ela lembrou que, para elaborar um projeto e pleitear recursos, as entidades precisam de gestão. “É a gestão prática do dia a dia, de como montar, gerir e deixar o coral, a banda ou a orquestra como uma atividade fixa. No caso de grupos montados especialmente para determinados eventos, da mesma forma é preciso gestão. Como se vai chegar num projeto se a entidade não está estruturada na parte prática? É preciso saber como funciona para conseguir o recurso. Depois de receber o recurso, é preciso ter bem especificado o que fazer para conseguir justificar aquela aplicação do recurso”, expôs.

Foto: Édson Luís Schaeffer
Gisele Pereira Meyer

Dentre os objetivos do Fórum estão a formação e o debate de ações no âmbito cultural, permitindo, também, instrumentalizar maestros, produtores culturais e músicos para articulações de formações e captação de recursos, para que se tenha avanços no setor. Dentre os painelistas e palestrantes, estão o maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), Evandro Matté, a regente da Orquestra Villa Lobos, Cecilia Reingantz, e o jornalista e escritor Airton Ortiz. O evento é destinado a gestores, maestros, produtores culturais, músicos e cantores, além da comunidade interessada.
O 1º Fórum de Bandas, Corais e Orquestras é uma realização do Conselho Estadual de Cultura e da Prefeitura de Teutônia, através da Secretaria de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer. A promoção é do Sindicato dos Músicos do Rio Grande do Sul, Federação dos Coros do Rio Grande do Sul (Fecors) e da Associação de Bandas do Rio Grande do Sul. O apoio é da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), Fábrica do Futuro e Orquestra Villa Lobos.

CRÉDITOS DO TEXTO: Édson Luís Schaeffer