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Distantes, mas sem deixar a arte e a cultura de lado: Núcleos de Cultura se reinventam durante a pandemia

Aulas remotas desafiam professores e alunos, mas a cultura e arte se difundem pelo município

2 de junho, 14h42min

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Núcleos de Cultura se reinventam para continuar disseminando a arte e a cultura
Núcleos de Cultura se reinventam para continuar disseminando a arte e a cultura

Quando os Núcleos de Cultura de Teutônia foram criados em 2017, o objetivo foi descentralizar as oficinas artísticas e culturais, contemplando o maior número de localidades possível. Em 2020, as aulas presenciais precisaram ser suspensas devido à pandemia do novo coronavírus, mas, ao mesmo tempo, difundem ainda mais a cultura e a arte. Afinal, em pelo menos 700 lares de Teutônia há, semanalmente, algum acorde musical, algum ensaio ou alguma obra de arte tomando forma.

Os Núcleos de Cultura atendem a mais de 700 alunos de diversas faixas etárias, em várias oficinas artístico-culturais, como pintura, canto coral, instrumentos, entre outras. As oficinas vinham sendo realizadas em sedes de entidades e escolas, levando arte e cultura para vários bairros. Os encontros ocorriam semanalmente, de forma presencial.

Em função da pandemia do novo coronavírus, no final de março, os encontros presenciais precisaram ser suspensos. Mas nem por isso a cultura e a arte ficaram de lado. A Secretaria de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer desafiou os professores dos Núcleos de Cultura para adequarem as formas de ensino neste período.

Os professores prontamente aceitaram o desafio. Os encontros, ensaios e aulas passaram a ser virtuais, por meio de aplicativos, como Zoom e Google Meet, ou, ainda, por WhatsApp. Cada instrutor adequou as formas de ensinar conforme a sua necessidade e a realidade de cada aluno. O resultado disso foi a arte a cultura se difundindo pelas redes sociais e ecoando ou tomando forma pelos lares em todos os cantos do município.

O regente do Coral Municipal Infantojuvenil (uma das atividades oferecidas por meio dos Núcleos de Cultura), maestro Marlon Gaussmann, coloca que as aulas remotas têm sido desafiadoras e mais trabalhosas. “Mas por outro lado, ficamos gratos por poder continuar trabalhando nesses tempos que muitos não conseguem”, observa.

Foto: reprodução
Aulas remotas do Coral Municipal Infantojuvenil resultaram em mosaicos cantantes

Gaussmann ressalta que o resultado, de modo geral, tem sido satisfatório. “Os alunos que se interessam mais, tem conseguido avançar muito mais, pois, assim que fazem uma atividade e ela está correta, já pode ir para a próxima. Em encontros semanais, isso seria mais pausado. Em compensação, para alguns alunos é preciso insistir mais para que façam as suas atividades no tempo correto, mas isso também já era observado antes da quarentena”, salienta.

A dedicação dos jovens coralistas resultou, já, em dois mosaicos cantantes, que podem ser conferidos na página da Prefeitura no Facebook (https://bit.ly/3drKTd3 e https://bit.ly/2XSxFzD). Cada aluno filmou o seu ensaio e/ou sua apresentação e enviou ao maestro Marlon Gaussmann, que editou os áudios, quando necessário, e os vídeos, criando os mosaicos cantantes. Ações semelhantes foram feitas pelo Coral Municipal (https://bit.ly/2zTVNde), sob regência do maestro Martin Altevogt, e pela Orquestra Jovem (https://bit.ly/3dt1zB0), que tem como coordenador o maestro William Bayer.

Foto: reprodução
Aulas remotas do Coral Municipal Infantojuvenil resultaram em mosaicos cantantes

A professora da oficina de Desenho, Sandra Cristina Pott, da mesma forma, utiliza os meios virtuais para repassar técnicas de desenho e atividades aos seus alunos. Para os alunos mais experientes, por exemplo, ela envia a foto do desenho e a cor dos lápis que devem ser utilizados para a releitura do desenho. “Muitas vezes, também peço para que usem cores diferentes do desenho original, para estimular a criatividades dos alunos. Estou gostando muito de como os alunos desenvolvendo sua criatividade”, pontua.

Outro desafio lançado pela professora aos seus alunos é o desenho de uma ampulheta com o número 2020 dentro, em que os “zeros” devem fazer alusão ao novo coronavírus. “Cada aluno terá que desenvolver o seu 2020 dentro da ampulheta”, frisa Sandra Cristina. Ela ainda acrescenta que cada aluno receberá cores específicas para pintar o seu desenho. “Em sala de aula eu pego o lápis e mostro a direção de como tem que ser a pintura. Agora, é tudo por áudio, vídeo ou foto, onde os alunos têm se esforçado mais. Para os alunos mais novos, o desafio é maior”, explica.

Foto: reprodução
Aula de Desenho – desenho original para fazer as releituras
Foto: reprodução
Aula de Desenho – releituras feitas a partir do desenho original
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Aula de Desenho – releituras feitas a partir do desenho original
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Aula de Desenho – releituras feitas a partir do desenho original

 

O secretário de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, Jean Marcos de Melo Galvão, observa que os Núcleos de Cultura refletem a essência de Teutônia. “Teutônia, por si só, é rica culturalmente. Então, os Núcleos de Cultura levam toda a nossa arte e cultura às comunidades, através de oficinas que, consequentemente, evidenciam e oportunizam a continuidade das nossas tradições. São atividades sadias e que se refletem na qualidade de vida dos alunos participantes, especialmente neste período de quarentena”, frisa.

Galvão também agradece aos professores por reinventarem suas formas de ensino e por irem além, procurando formas de mostrar à comunidade aquilo que estão fazendo de forma remota. “Mesmo distantes uns dos outros, os alunos dos Núcleos de Cultura, juntamente com seus professores, evidenciam toda a nossa tradição artístico-cultural, tornando nossos dias um pouco mais leves nesta enxurrada de informações sobre o novo coronavírus”, sublinha.

O prefeito, Jonatan Brönstrup, da mesma forma, ressalta que a pandemia está instigando a criatividade e a inovação. “E nada mais gratificante do que ver as nossas tradições se adequando à esta nova realidade e, ao mesmo tempo, mantendo vivas as tradições e toda a riqueza cultural que referencia Teutônia em toda a região. Os Núcleos de Cultura mostram que é possível aliar tecnologia e tradição, em que o resultado é surpreendente e emocionante”, enaltece.

Atualmente, são oferecidas as seguintes oficinas por meio dos Núcleos de Cultura: Bateria, com Luis Pereira (Luisinho); Coral Calçadista/Coral Municipal Infantojuvenil/Teclado/Violão, com Marlon Gaussmann; Coral Municipal/Coral Municipal Anos Dourados, com Martin Altevogt; Desenho, com Sandra Cristina Pott; Gaita, com Marco Osterkamp; Guitarra/Baixo/Violão, com Arthur Wiebusch; Orquestra Jovem, com William Bayer; Pintura em tela, com Sílvio Farias; Pintura em madeira, com Ivanice Echer; Show Musical, com Simone Huwe; Sopro, com Charles Gregory; e Teatro, com Cândida (Tuti) Kerber.

 

 

 

CRÉDITOS DO TEXTO: Édson Luís Schaeffer