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Incentivos da Prefeitura a empresas garantem geração de renda e desenvolvimento

Calçados Beira Rio e Piccadilly já receberam, em 2019, mais de R$ 990 mil em incentivos, o que impacta na geração de renda e desenvolvimento nos entornos das empresas, bem como beneficia os ateliers. Consequentemente, possibilita a geração de empregos, não somente no setor calçadista, fazendo com que Teutônia tivesse, entre janeiro e abril deste ano, o maior percentual em proporção à população no saldo de empregos do Vale do Taquari

17 de junho, 8h00min

Paulo Sérgio Rosa
Setor calçadista é um dos que mais emprega em Teutônia
Setor calçadista é um dos que mais emprega em Teutônia

Teutônia é um dos municípios que mais cresce no Vale do Taquari e, hoje, é a 53ª maior economia do Estado. Boa parcela deste desenvolvimento está ligada direta e indiretamente ao setor calçadista, em que a Prefeitura possibilita incentivos fiscais a empresas, dentre elas, as calçados Beira Rio e Piccadilly, que, só em 2019, já receberam mais de R$ 990 mil. Esses incentivos não beneficiam somente as duas empresas, mas também os ateliers e gera o desenvolvimento local, seja comercial, seja residencial. Consequentemente, ocorre a geração de empregos, em que Teutônia teve, entre janeiro e abril, um dos maiores saldo de empregos da região e do Estado.
Para o prefeito, Jonatan Brönstrup, os incentivos diretos às duas empresas impactam indiretamente nos demais setores da economia. “Esses incentivos geram empregos e renda, impactando, por exemplo, no minimercado próximo à empresa ou num atelier que presta serviços para aquela indústria. Em outras palavras, temos todo um ciclo de desenvolvimento. Entre 2016 e 2020, a nossa projeção de crescimento ultrapassa os 17%. É o maio índice de crescimento dos últimos 20 anos e isto se deve porque temos empreendedores, que acreditam em seu potencial, e um povo trabalhador”, pontua.
Os incentivos fiscais, em vigor desde 2008, consistem na devolução de 50% do incremento do retorno da quota parte do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Entre janeiro e maio de 2019, a Calçados Beira-Rio recebeu R$ 637.977,91 e, em 2018, R$1.430.586,38. Já a A. Grings S/A (Piccadilly), já recebeu R$ 354.063,12 em 2019 e, em 2018, R$ 759.153,44. No total, as duas empresas receberam R$ 3.181.780,85 entre janeiro de 2018 e maio de R$ 2019.
Esses incentivos são importantes para a permanência das empresas em Teutônia. E o impacto desse incentivo não se resume apenas às duas empresas. Maria de Lurdes de Melo Silva é proprietária do Minimercado Pôr do Sol, nas proximidades de onde hoje está a Calçados Beira Rio, no Bairro Canabarro.

Foto: Paulo Sérgio Rosa
Região próxima à Calçados Beira Rio se desenvolveu após a instalação da empresa

Desde a instalação da empresa calçadista, Maria de Lurdes viu a região se desenvolver, com o surgimento de novos loteamentos e empreendimentos comerciais. “Depois que a Beira Rio se instalou aqui, esta região começou a crescer muito, o que para o nosso negócio foi muito bom. Antes da Beira Rio, não tinha nem asfalto aqui. Se a empresa sair daqui, não sei o que será do nosso negócio”, coloca.
O incentivo também beneficia, indiretamente, os ateliers, como é o caso da Weiand Calçados, que produz calçados para a Beira Rio. “O incentivo ajuda as empresas de grande porte a se manterem na cidade, gerando empregos diretos e, também indiretos, através das empresas terceirizadas. É uma cadeia, pois se a empresa vai bem, nós também vamos crescendo junto, gerando empregos e renda”, enaltece Vanderlei Weiand, mais conhecido como Peixe.

Foto: Paulo Sérgio Rosa
Incentivos às empresas calçadistas de grande porte têm impacto nos ateliers

O setor calçadista é um dos setores que mais emprega no município, sendo responsável por 3.501 dos 10.353 empregos formais em Teutônia, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). E o setor contribui significativamente para que o município seja um dos destaques em saldo positivo de empregos.
Entre janeiro e abril de 2019, Teutônia registrou 1.873 admissões contra 1.441 demissões, isto é, um saldo positivo de 432 empregos – o segundo maior saldo de empregos do Vale do Taquari, ficando atrás apenas de Lajeado, que registrou um saldo de 500 empregos. Se observado o percentual em proporção à população, Teutônia ocupa a primeira colocação, com 1,32%, enquanto em Lajeado o número representa 0,60%. No mesmo período, o saldo positivo de empregos nas 41 empresas calçadistas teutonienses foi de 341 vagas.
Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Sidnei Eckert, embora o cenário nacional ainda seja desfavorável no que se refere a empregos, Teutônia segue na contramão, criando oportunidades. “Estamos trabalhando incansavelmente para que os resultados aconteçam, valorizando as empresas locais e buscando a tração de novos investimentos para o município”, enaltece.

CRÉDITOS DO TEXTO: Édson Luís Schaeffer