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Prefeitura conclui verticalização da segunda célula do aterro sanitário

Vida útil da célula foi ampliada em mais três a quatro anos, gerando economia aproximada de R$ 500 mil anuais. Município também já encaminhou o licenciamento da terceira célula

16 de abril, 15h53min

Paulo Sérgio Rosa
Executivo visitou as obras na semana passada
Executivo visitou as obras na semana passada

Recentemente, foram concluídas as obras de verticalização da segunda célula do aterro sanitário de Teutônia, localizado entre a Linha Wink e Linha Geraldo. A medida amplia a vida útil da célula em mais três a quatro anos. Neste período de vida útil, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente pretende obter a licença ambiental – já encaminhada junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental – e construir a terceira célula.
O investimento da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente foi de R$ 98.346,83, valor aplicado na instalação da geomembrana, com espessura de dois milímetros em uma área de 2.069 metros quadrados, incluindo material, limpeza de superfícies com jato de alta pressão de ar e água, e mão de obra. A instalação da geomembrana foi feita pela empresa Autonomy Empreendimentos Ltda.

Foto: Paulo Sérgio Rosa
Verticalização da segunda vala foi concluída na semana passada

Entretanto, a etapa antes da instalação da geomembrana representou uma economia de aproximadamente R$ 370 mil aos cofres públicos. O trabalho de aterramento e terraplanagem do talude foi feita com maquinário próprio das secretarias de Obras e de Agricultura e Meio Ambiente, onde foram economizados R$ 170 mil. Além disso, houve uma economia de cerca de R$ 200 mil na terra utilizada no talude, em que o excedente da terraplanagem das obras de ampliação da Calçados Beira Rio, no Bairro Canabarro, foi destinado ao aterro sanitário.
A própria decisão de verticalizar a segunda célula do aterro também significou economia aos cofres públicos. Até o início de 2017, tendo em vista da capacidade quase esgotada da segunda vala (aberta em 2010), havia a alternativa de enviar o lixo produzido em Teutônia para Minas do Leão, inclusive com pré-contrato com a Companhia Riograndense de Valorização de Recursos (CRVR) assinado. Entretanto, esta alternativa envolveria um custo superior a R$ 500 mil anuais no transporte e tratamento do resíduo. Em função disso, optou-se em verticalizar a vala.
Na semana passada, o Executivo esteve visitando o aterro sanitário, para conferir a obra realizada e conversar com os associados da Cooperativa de Catadores dos Vales do Taquari e Rio Pardo (Cootralto), responsável pela triagem do lixo que chega diariamente ao local. Além do prefeito, Jonatan Brönstrup, estiveram no local o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Márcio Mügge; a subsecretária, Nara Regina Nichterwitz; o secretário de Obras, Marcelo Walter; e o chefe de Gabinete, Marcos Aurélio Borges de Quadros.
O prefeito observa que o poder público fez a sua parte, investindo no aterro sanitário e ampliando sua vida útil. “A partir de agora, cada um de nós pode e deve ajudar a aumentar esse período de vida da célula, fazendo a reciclagem em casa para diminuir o número de resíduos no aterro. Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer o importante trabalho realizado pela equipe da cooperativa, que viabiliza o trabalho no aterro, tirando dali o sustento de inúmeras famílias com a venda dos materiais recicláveis”, enaltece.

Foto: Paulo Sérgio Rosa
Executivo com a equipe da cooperativa responsável pela triagem

Márcio Mügge, da mesma forma, ressalta que a população deve auxiliar no que se refere à destinação do lixo. “Se a separação do lixo doméstico for feita corretamente, a coleta seletiva se torna mais eficiente, e, consequentemente, o reaproveitamento pode ser maior. Atualmente, alguns materiais, como papel e papelão, têm que ser destinados à vala quando entram em contato com o lixo orgânico”, observa.
Atualmente, o aterro sanitário recebe aproximadamente 14 toneladas de resíduos diariamente. Deste montante, 60% são rejeitos e vão para a vala. Os outros 40% são recicláveis, dos quais a Cootralto consegue recuperar mais de 90% e destinar à reciclagem e logística reversa.
Conforme Nara, o investimento feito na verticalização do aterro integra uma série de investimentos que tem sido feitos local. “Estamos felizes em tirar do papel este investimento, pois a situação da segunda vala nos preocupava muito. Mas os investimentos não vão parar por aí, pois queremos oferecer, cada vez mais, condições melhores de trabalho, ao mesmo tempo fomentar a educação ambiental”, frisa.
O licenciamento ambiental para a terceira vala já foi encaminhado à Fepam. Assim que obtiver o licenciamento, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente pretende iniciar as obras. Mas os investimentos no local vão além. No ano passado foi instalado um portão eletrônico na entrada da propriedade, por questões de segurança. Em breve, o pavilhão de triagem receberá revestimento novo, devido à proximidade do inverno. Ainda está em fase de projeto futuro a construção de banheiros e vestiários novos. Também está nos planos a construção de uma sala de aula para educação ambiental, visto que o aterro tem recebido visitas de estudantes do município e região.

 

CRÉDITOS DO TEXTO: Édson Luís Schaeffer